quarta-feira, 6 de abril de 2011
Eleições
As eleições já não servem para votar a favor daqueles que devem ir para o poder, apenas vão servindo para votar contra aqueles que lá estão!
domingo, 3 de abril de 2011
Uma viagem em forma de metáfora...
...da história de vida de Viriato: "Da Cova da Beira ao Cabo das Agulhas".
A ver, aqui, em exclusivo: um parágrafo e uma foto alusiva de cada um dos capítulos do livro.
A ver, aqui, em exclusivo: um parágrafo e uma foto alusiva de cada um dos capítulos do livro.
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Da Cova da Beira ao Cabo das Agulhas,
livros
terça-feira, 29 de março de 2011
quarta-feira, 23 de março de 2011
segunda-feira, 21 de março de 2011
Grandes e pequenos poderes
Mal por mal, prefiro os grandes poderes. Com créditos tamanhos até se permitem ser magnânimos. A pior gente é aquela que se deslumbra com os pequenos poderes. Tiranetes sempre prontos a ditar o reino da iniquidade.
sábado, 19 de março de 2011
terça-feira, 4 de maio de 2010
segunda-feira, 29 de março de 2010
domingo, 21 de março de 2010
segunda-feira, 8 de março de 2010
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Poder e anti-poder
Já Montesquieu dizia que só o poder limita o poder. Por isso, a quem quer ficar de fora desse círculo vicioso, resta a alternativa enunciada por Miguel Torga, no seu Diário vol. VII: "Há em mim uma raíz anarquista que me não deixa tolerar o poder. Sou contra ele porque degrada tudo: quem o exerce e quem o tolera".
domingo, 31 de janeiro de 2010
Conteúdos editoriais e conteúdos comerciais
Cada vez se vai notando menos onde está a fronteira.
Quando a separação ruir por completo será que ainda é legítimo falar em jornalismo?
Quando a separação ruir por completo será que ainda é legítimo falar em jornalismo?
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Mudar o mundo?
Consegue-se quando a ambição pelo poder (qualquer que ele seja!) for substituída pela ambição pelo equilíbrio.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
O negócio da ajuda humanitária
http://oscarcanas.blogspot.com/2008/08/ajuda-humanitria-um-bom-negcio.html
http://www.elmundo.es/papel/2009/03/15/mercados/2612845.html
http://www.midiasemmascara.org/artigos/globalismo/10715-a-primeira-republica-negra-e-a-industria-da-ajuda-humanitaria-.html
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=573FDS004
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2010/01/462947.shtml
http://www.elmundo.es/papel/2009/03/15/mercados/2612845.html
http://www.midiasemmascara.org/artigos/globalismo/10715-a-primeira-republica-negra-e-a-industria-da-ajuda-humanitaria-.html
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=573FDS004
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2010/01/462947.shtml
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sábado, 9 de janeiro de 2010
O "bluff" das indústrias culturais
Como quaisquer outras, as indústrias ligadas à cultura, para serem sustentáveis, precisam de ter rendibilidade e de ser trabalhadas de um ponto de vista promocional. O que acaba por criar um efeito perverso na aferição qualitativa dos bens culturais. Ao serem disponibilizados para um consumo generalizado, os produtos culturais tornam-se numa indistinta amálgama que cai no imenso caldeirão do mercado. E, a partir daí, o sabor tende, muitas vezes, a ser definido pelo nível do marketing associado ao produto e não pela maior ou menor relevância artística do bem cultural.
(Ficha de leitura útil para avaliar filmes, concertos, exposições, etc.)
(Ficha de leitura útil para avaliar filmes, concertos, exposições, etc.)
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indústrias culturais,
marketing
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
A parasitação da rádio face à televisão… e aos jornais
Começou por ser feito, muitas vezes, à socapa e só em última instância. Quando a rádio não dispunha de um registo sonoro de determinado assunto, por não ter estado presente no local do acontecimento, “picava-se” da televisão. Mesmo assim, mandava a boa norma atribuirem-se os créditos à fonte original que transmitira o registo sonoro.
Hoje em dia, impera a lei da selva. Umas vezes atribuem-se os créditos, outras vezes não, o que acaba por iludir quem ouve sobre a original proveniência dos registos sonoros. Ademais, a concentração que originou, em algumas situações, a mesma tutela empresarial sobre rádios, televisões e jornais, acaba por servir de manto diáfano para o aligeiramento das normas éticas – se a rádio é do mesmo grupo da televisão para quê estar a atribuir os respectivos créditos? Só que, mais grave, parasitam-se muitas vezes orgãos de comunicação que estão fora do respectivo grupo, o que origina uma confusão generalizada para aqueles que se preocupam em percepcionar os legítimos créditos de cada rádio e de cada televisão.
Com o à vontade de quem parece defender o vale-tudo em termos deontológicos, ouvem-se, hoje em dia na rádio, registos sonoros de outrém como se fossem próprios ou relatos de futebol feitos no estúdio sem a menção de que a narração é realizada a partir das imagens televisivas e não no local do acontecimento.
A mais recente “moda” é o convite sistemático (e o mais das vezes não remunerado, segundo presumo) a jornalistas da imprensa para preencherem os espaços de comentário radiofónico numa assunção clara de que a rádio dificilmente gera, por si só, receitas suficientes que lhe permitam uma efectiva autonomia informativa.
Perante este quadro, não é dificil de concluir que a rádio se põe a jeito para aspirar à sua própria irrelevância, como sugeria o artigo de ECT, relativamente à programação radiofónica, e contra o qual alguns se escandalizaram aqui, aqui ou aqui.
No que concerne à informação, como se demonstrou acima, a situação não é melhor. Embora esteja ciente de que toda a comunicação é, em certa medida, uma representação, no caso do jornalismo radiofónico há regras éticas e deontológicas que sobrelevam os princípios do teatro!…
Colaboração de Vítor Soares
Hoje em dia, impera a lei da selva. Umas vezes atribuem-se os créditos, outras vezes não, o que acaba por iludir quem ouve sobre a original proveniência dos registos sonoros. Ademais, a concentração que originou, em algumas situações, a mesma tutela empresarial sobre rádios, televisões e jornais, acaba por servir de manto diáfano para o aligeiramento das normas éticas – se a rádio é do mesmo grupo da televisão para quê estar a atribuir os respectivos créditos? Só que, mais grave, parasitam-se muitas vezes orgãos de comunicação que estão fora do respectivo grupo, o que origina uma confusão generalizada para aqueles que se preocupam em percepcionar os legítimos créditos de cada rádio e de cada televisão.
Com o à vontade de quem parece defender o vale-tudo em termos deontológicos, ouvem-se, hoje em dia na rádio, registos sonoros de outrém como se fossem próprios ou relatos de futebol feitos no estúdio sem a menção de que a narração é realizada a partir das imagens televisivas e não no local do acontecimento.
A mais recente “moda” é o convite sistemático (e o mais das vezes não remunerado, segundo presumo) a jornalistas da imprensa para preencherem os espaços de comentário radiofónico numa assunção clara de que a rádio dificilmente gera, por si só, receitas suficientes que lhe permitam uma efectiva autonomia informativa.
Perante este quadro, não é dificil de concluir que a rádio se põe a jeito para aspirar à sua própria irrelevância, como sugeria o artigo de ECT, relativamente à programação radiofónica, e contra o qual alguns se escandalizaram aqui, aqui ou aqui.
No que concerne à informação, como se demonstrou acima, a situação não é melhor. Embora esteja ciente de que toda a comunicação é, em certa medida, uma representação, no caso do jornalismo radiofónico há regras éticas e deontológicas que sobrelevam os princípios do teatro!…
Colaboração de Vítor Soares
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
A palavra não é tudo
A palavra chegou ao centro da vida pública, e também da vida privada, por via do valor absoluto associado à liberdade de expressão. Qualquer outro tipo de comunicação não verbalizada é sempre colocada uns furos abaixo e é menos valorizada. Porque a palavra seria menos manipulatória, porque esclareceria sempre mais, porque seria a forma suprema de chegar à verdade. E, no entanto, nada disto parece colar com a realidade quotidiana.
O uso e abuso da palavra desvalorizou-a, banalizou-a, prostituiu-a, com a agravante de que somos cada vez mais incapazes de descodificar correctamente sentimentos, gestos, atitudes, ou qualquer outro tipo de expressão não verbal, por falta de treino na matéria. A palavra impôs-se como a comunicação politicamente correcta, mesmo que signifique pouco ou nada. Há que dizer sempre alguma coisa mesmo que seja uma qualquer tanga, uma qualquer banalidade, cheia de vácuo e que não resiste à análise de uma recepção mais atenta. Seguindo o pensamento de Philippe Breton, atrevo-me a proclamar que a liberdade de expressão fica coxa sem uma complementar e efectiva liberdade de recepção.
O uso e abuso da palavra desvalorizou-a, banalizou-a, prostituiu-a, com a agravante de que somos cada vez mais incapazes de descodificar correctamente sentimentos, gestos, atitudes, ou qualquer outro tipo de expressão não verbal, por falta de treino na matéria. A palavra impôs-se como a comunicação politicamente correcta, mesmo que signifique pouco ou nada. Há que dizer sempre alguma coisa mesmo que seja uma qualquer tanga, uma qualquer banalidade, cheia de vácuo e que não resiste à análise de uma recepção mais atenta. Seguindo o pensamento de Philippe Breton, atrevo-me a proclamar que a liberdade de expressão fica coxa sem uma complementar e efectiva liberdade de recepção.
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comunicação,
expressão não verbal,
palavra
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Nas quatro estações
No outono preparo a primavera
no verão o outono
e no inverno espero
a ausência dos dias que tiveram
no outono a raiz Na
primavera quando
o ar cortado pelas folhas corre
no sangue desde os fins
de janeiro
a água do sol move-me
até ao mar inteiro
Gastão Cruz (n. 1941)
Crateras
Assírio e Alvim
Colaboração de Vítor Soares
no verão o outono
e no inverno espero
a ausência dos dias que tiveram
no outono a raiz Na
primavera quando
o ar cortado pelas folhas corre
no sangue desde os fins
de janeiro
a água do sol move-me
até ao mar inteiro
Gastão Cruz (n. 1941)
Crateras
Assírio e Alvim
Colaboração de Vítor Soares
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