segunda-feira, 9 de novembro de 2009

António Sérgio (1950-2009)

Toda a verdade histórica reposta aqui.

Colaboração de Vítor Soares

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

A palavra não é tudo

A palavra chegou ao centro da vida pública, e também da vida privada, por via do valor absoluto associado à liberdade de expressão. Qualquer outro tipo de comunicação não verbalizada é sempre colocada uns furos abaixo e é menos valorizada. Porque a palavra seria menos manipulatória, porque esclareceria sempre mais, porque seria a forma suprema de chegar à verdade. E, no entanto, nada disto parece colar com a realidade quotidiana.

O uso e abuso da palavra desvalorizou-a, banalizou-a, prostituiu-a, com a agravante de que somos cada vez mais incapazes de descodificar correctamente sentimentos, gestos, atitudes, ou qualquer outro tipo de expressão não verbal, por falta de treino na matéria. A palavra impôs-se como a comunicação politicamente correcta, mesmo que signifique pouco ou nada. Há que dizer sempre alguma coisa mesmo que seja uma qualquer tanga, uma qualquer banalidade, cheia de vácuo e que não resiste à análise de uma recepção mais atenta. Seguindo o pensamento de Philippe Breton, atrevo-me a proclamar que a liberdade de expressão fica coxa sem uma complementar e efectiva liberdade de recepção.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Nas quatro estações

No outono preparo a primavera
no verão o outono
e no inverno espero
a ausência dos dias que tiveram
no outono a raiz Na
primavera quando
o ar cortado pelas folhas corre
no sangue desde os fins
de janeiro
a água do sol move-me
até ao mar inteiro

Gastão Cruz (n. 1941)
Crateras
Assírio e Alvim

Colaboração de Vítor Soares

sábado, 3 de outubro de 2009

Viver da invisibilidade

Hoje em dia, o que está a dar é viver da visibilidade. Quanto mais visível, mais se ganha. Mas, acredito, dentro de algum tempo, a saturação será tal que vai ser possível passar a viver da invisibilidade.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

domingo, 13 de setembro de 2009

É tudo uma questão de mostrar o corpinho

Há quem mostre mais, há quem mostre menos, há quem mostre de uma maneira ou de outra, mas vai tudo dar ao mesmo.

Para as modelos e equiparadas, o maior ou menor sucesso na vida mede-se pelo número de eventos sociais onde conseguem marcar presença e serem vistas.

Na imprensa, na rádio e na televisão, os comentideros do costume saltitam de orgão em orgão, à procura de visibilidade, num arremedo do que sucede com a mais velha profissão do mundo.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Jogada de mestre?

Com a alegada interferência na suspensão do "Jornal de 6ª" de Manuela Moura Guedes, os espanhóis da Prisa podem ter ensaiado uma estratégia empresarial na TVI que, aparentemente, os prejudica no curto prazo, mas que até pode ser vantajosa no médio e no longo prazo.

Caso o PS vença as eleições, a Prisa pode colher os dividendos relativos ao acolhimento que deu às críticas que os socialistas vinham fazendo ao modelo do "Jornal de 6ª". No caso de ser o PSD a chegar ao poder, pode sempre invocar que o timing deliberado e o alvoroço suscitado pela suspensão, que até os socialistas incomodou, foram decisivos para a derrota do PS.